O Mito do Ponto G e a Verdade Sobre o Clitóris Interno: Como o Mapeamento da Rede Clitoriana Pode Fechar o Gap do Orgasmo

Você já se sentiu frustrada por não conseguir chegar lá?

Você não está sozinha. Estudos mostram que apenas 18% das mulheres conseguem orgasmo só com penetração, enquanto 80% precisam de estimulação direta do clitóris. A culpa não é sua. A culpa é de um mito chamado Ponto G.

Conheci Mariana, 34 anos, que chorou no meu consultório dizendo: “Me sinto quebrada. Todo mundo fala que é só encontrar o ponto G, mas eu nunca senti nada de extraordinário.” Mariana não estava quebrada. Ela só não sabia que o Ponto G é, na verdade, a parte interna do clitóris.

A Anatomia que Ninguém Te Ensinou: O Clitóris é um Iceberg

O clitóris não é aquele pequeno botãozinho visível. Ele é uma estrutura enorme, com cerca de 10 cm de tecido erétil, que se espalha como asas de borboleta ao redor da vagina. A parte externa (glande) é só a ponta do iceberg. As pernas (crura) e os bulbos vestibulares abraçam a entrada vaginal por dentro. Quando você estimula a parede anterior da vagina, na verdade está massageando as pernas internas do clitóris. É por isso que algumas mulheres sentem prazer – não é um ponto mágico, é o clitóris por dentro.

Pesquisas de Helen O’Connell mostram que o clitóris interno é contínuo com a uretra e o esfíncter. Cada mulher tem variações anatômicas, o que explica por que algumas sentem mais prazer com certos ângulos. A neurobiologia do prazer feminino depende da ativação do nervo dorsal do clitóris, que envia sinais para o córtex somatossensorial. Se você não recebe estimulação suficiente nessa área, o orgasmo não acontece.

Fechando o Gap: O que Funciona

1. Estimulação Direta e Indireta: Toque na glande com lubrificação. Depois, pressione a região do monte púbico ou a parede anterior da vagina (região do suposto Ponto G). Sinta como a sensação se conecta.

2. Posições que Favorecem o Clitóris Interno: Papai e Mamãe com travesseiro embaixo do quadril, ou de quatro com a cabeça baixa – essas posições aumentam o contato do pênis/vibrador com a parede anterior.

3. Vibradores Específicos: Modelos com cabeça curva ou em formato de gancho são projetados para estimular as pernas do clitóris. Um estudo de 2020 mostrou que 70% das mulheres que usaram vibrador de pontos G internos (na verdade, clitóris interno) tiveram orgasmos mais intensos.

4. Lubrificação Natural: A excitação depende do fluxo sanguíneo para o clitóris. Lubrificantes à base de água ou silicone reduzem o atrito e aumentam a sensibilidade. Evite lubrificantes com aquecimento ou sabor – eles podem causar irritação.

O Desafio de Mariana

Após entendermos sua anatomia e praticarmos com um vibrador de ponto G (que na verdade estimulava seu clitóris interno), Mariana teve seu primeiro orgasmo durante a penetração. Ela me mandou uma mensagem: “Eu não sou quebrada. Eu só não conhecia meu corpo.”

Ao desconstruir o mito do Ponto G, você não apenas se liberta da comparação irrealista, mas também descobre que seu prazer é vasto, acessível e seu. O orgasmo feminino não depende de um ponto mágico, mas de uma rede extensa e maravilhosa que já está dentro de você.

Compartilhe este texto com uma amiga que precisa ouvir que ela é normal. O conhecimento é o primeiro passo para fechar o gap.

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